Há alguns anos desenvolvo trabalhos no espaço urbano motivado por seu  caráter orgânico, produzir nas ruas sempre me seduziu pelas infinitas possibilidades de ação que fogem aos controles administrativos.

Com o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 e a consagração da vida on-line, passei a olhar para o cyberespaço também como uma pólis, uma zona de contatos exterritorial a ser ocupada, disputando as novas praças públicas que se tornaram as redes sociais, com seus agenciamentos e inúmeros processos de subjetivação.

Em junho de 2020 estava atônito com tudo o que assistia pelas telas: o último grito de Georg Floyd, notícias do assassinato do menino João Pedro, protestos, lives inúmeras, sandices de vermes presidindo nações em danças necropolíticas a beira do abismo, flertes com o fascimo...

Assistir monumentos sendo derrubados em Baltmore e na Antuérpia foi um respiro que precisava diante do contexto asfixiante daqueles dias. O gesto de sair às ruas com um pano verde chroma-key surgiu ali, do desejo de tombar o status quo, da ânsia por novas memórias. Ao vestir a cor e me despir de uma identidade quis potencializar projeções livres, construir possibilidades, novas narrativas.

 

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Ambivalente possuí três frentes de acontecimento: as intervenções urbanas realizadas em diversas cidades do Estado de São Paulo entre os meses de junho de 2020 e março de 2021; o cyberespaço com web-site e redes sociais; e, novas reverberações em espaços expositivos físicos e livro de artista.

Este precisa falar sobre o extra-site!!!
Contratação da comissão de seleção Sacilloto: de 11.08 a 20.08 (Até lá deixar o site bem bom.

Começar o site com as imagens logo de cara.
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